terça-feira, 4 de outubro de 2011

26th, 27th, 28th, 29th e 30th Days- Com a Mami

Desde quinta passada até hoje fiquei numa programação intensa com a Mami, que veio passar a última semana comigo.

Na quinta-feira, tive meu último dia de aula e depois fui correndo pra casa para esperar ela chegar no meu apê! Fomos a Times Square pois era perto do curso (tive que voltar lá pra pegar o certificado) e passeamos por lá até à noite, quando terminamos a noite vendo Zarkana do Cirque du Soleil (meu presente de boas vindas pra Mami)! PS: Fiquei na fila do Ticket enquanto minha mãe ficava descansando na calçada! De repente, começou uma chuva surreal, então peguei meu guarda-chuva, e fiquei ali, tentando me proteger, porque aqui é só chuva de vento. Duas pessoas na minha frente desistiram, me deixando atrás de uma paquistanesa toda encharcada. Ofereci dividir o guarda-chuva com ela, que adorou! Ficamos conversando um pouco, mas nada muito consistente. Depois de uma hora de fila, dividindo o guarda-chuva, chegou a vez da paquistanesa, que foi comprar os ingressos, me agradeceu e foi embora. Fiquei pensando que no lugar dela, certamente teria ofercido que ela comprasse antes, em forma de agradecimento pela delicadeza. Mas pode ser que as paquistanesas não tenham esse tipo de delicadeza, pode ser que esta paquistanesa não tenha esse tipo de delicadeza, pode ser que ela tenha, mas simplesmente nessa hora não pensou que poderia ter tipo este tipo de delicadeza... Pode ser tanta coisa. Mas uma lição que já deveria saber e que posso ter reafirmado aqui: nunca espere das pessoas o mesmo que você faria. Nem você sabe mesmo o que realmente faria na mesma situação. Só consegue analisar porque não esteve nela.

Sexta passamos o dia em Uptown, East e West. Fomos no Met, Central Park, Levain Bakery... No final da manhã recebi uma ligação da Erika me convidando pro show do Black Eyed Peas no Central Park (ela tava com um convite sobrando) de graça!!!! Como é engraçada a vida. Sexta era o dia que iria no Rock in Rio e já tinha comprado o ingresso, mas tive que vender porque o furacão me fez adiar a viagem uma semana. E recebo um convite de ir num show maneirissimo, de graça, no Central Park! Que doideira! Então, encontrei com ela, fomos no Occupy Wall Street pra encontra com a Vanessa (amiga dela) e fomos pro show! Fodaaaa!!! Melhor show da vida!!! Até agora claro!

Sábado acabei voltando em Upper West Side, fomos no Museu do Design, Columbus Circle, e acabamos o dia passeando pela Times Square de novo, vendo o que faltou ver!

Domingo foi dia de ir no Soho e almoçar em Little Italy! Fui no New Museum que ainda não tinha ido! Ótimo lugar pra ver o Soho de cima, do terraço. No meio da tarde, cismei de ir no Rice to Riches e quando entrei dei de cara com a Sandy, o Xororó e a Noely! Hahahah. No maior clima "somos pessoas normais aqui em NY e ninguém enche o saco"!

Segunda foi dia de ir na Brooklyn Brigde, World Trade Center e Union Square com a Mami! Almoçamos o fondue do Max Brenner (a noite a fila é de mais de uma hora!) e depois dar uma volta perto de casa!

E hoje foi o último dia! Dia de fazer tudo o que faltava! Dia de ir passear pela 34th, pela 77th e finalizar com as lojinhas daqui da rua! Aproveitar um pouquinho da minha rua!!!! Aquela que foi minha referência de casa por um tempinho! A minha casa!!!

Agora a noite, marquei de jantar com as meninas que foram as que mais me identifiquei aqui: as paulistas Erika e Mari, e a Marcelle de Niteroi! As três são superfofas! Foi minha despedida delas, da cidade e dessa temporada!!!

Vou dormir porque amanhã é dia de fazer a mala e de analisar o que aprendi aqui! Isso até as 14hs, quando vou pro aeroporto!


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

25th day - Carol Jan

Esta semana entraram dois alunos na minha sala. A Glória, uma espanhola que estava estudando a tarde (2 semanas) e conseguiu transferência da última semana dela para a manhã, para conseguir aproveitar mais o dia aqui. E o Rodolfo. Quando entrei na sala na terça, o Rodolfo já estava e na primeira vez que ele falou, percebi que tinha grandes chances dele ser brasileiro. No intervalo fui falar com ele e ele disse que me conhecia! Ele morou na Gávea anos atrás. Hoje em dia mora em Jacarepaguá e trabalha na Globo, como coordenador de maquiagem para HDTV! Minha memória geralmente é muito boa, mas eu não lembro de jeito nenhum do Rodolfo!

Hoje finalmente consegui almoçar com a Roza, da Armênia. Estavamos tentando há semanas, mas ela sempre tinha que ir pra casa correndo, e ela mora no Queens.

Ela hoje me contou mais um pouquinho da vida dela (o inglês dela melhorou muito). Ela veio acompanhar o noivo, que está aqui a trabalho. Então, de dia, ela vai a aula, mas volta, dorme um pouquinho e depois faz o jantar do marido.

Ela é tímida também, por isso acho que se identificou comigo. Ficou lembrando do primeiro dia, quando voltei pra palestra toda molhada, perdi o papel da palestra e fiquei acompanhando com ela (hoje me dei conta que na verdade ela devia estar me achando uma completa surtada. Me senti quase uma Bridget Jones). Ela presta bastante atenção no que eu falo, me pergunta as palavras que não entende e eu vou explicando. É muito bom pra mim, além dela ser muito fofa!

Eu tinha pedido pra ela me passar uma lista de músicas da Armênia e expliquei que um amigo meu é louco por música, que o computador dele é todo dividido em pastas com músicas de todos os países e que ele me matava se eu chegasse lá sem isso. Ela hoje me falou que não tinha esquecido e que ia me mandar porque não queria que meu amigo me matasse. Hahahahha.

O telefone dela tocou e ouvi um pouco de armênio. Comentei com ela sobre a língua e ela me ensinou que na Armênia, quando uma pessoa é muuuito querida, um amigo bem próximo ou alguém da família, eles chamam a pessoa pelo nome + jan. Quando me despedi dela, disse: Bye, Roza Jan! Ela A DO ROU! Disse que eu ia ser a Carol Jan.

Tive que voltar pra casa mais cedo, pra arrumar a casa pra receber minha mãe, que chega amanhã, pra passar a última semana comigo! Preciso dar uma atualizada na contabilidade, colocar no papel onde não posso deixar de ir ou de voltar. Organizar a vida, fazer listas planejar, afinal, eu quero melhorar, mas tem algumas coisas que adoro em mim! Ainda bem!

PS: Não lembro se contei que já comprei dois livros aqui. O primeiro se chama "How we decide", sobre como o nosso cérebro toma todas as decisões, até as mais bobas. Comecei a ler, mas depois acabei comprando o "The Hapiness Project". Ok, o primeiro vai ficar pra depois! Primeiro vou em busca da felicidade, depois aprendo como meu cérebro decidiu sobre ela!

24th Day - Missoni

Sei que exaltei o serviço de meteorologia daqui, mas ele não é tão bom quanto eu pensava. No final de semana que a Carla esteve por aqui, graças a Deus, ele errou 2 dias de chuva (que foram nublados), mas eu continuava confiando nele.

Hoje fui a escola com minhas rainboots, porque deveria chover bastante a tarde, porém, quando saí da aula estava quase sol (ja estava reparando pela janela, a mesma de onde vejo o Chrysler, onde tenho meu lugar cativo todo o dia)! Não pensei duas vezes e fui na primeira loja que vi (primeira barata, claro! Aqui a primeira pode ser carérrima! ) e comprei uma sapatilha, porque até voltar em casa pra trocar, perderia muito tempo do meu dia. Comprada a sapatilha básica, fui com as meninas (Erika e Mari) para o East Harlem, tentar ver se ainda tinha sobrado alguma coisa da coleção da Missoni por lá! A Missoni fez uma coleção para a Target, que entrou nas lojas no dia 13 de setembro, mas a notícia que se espalhou por aqui foi que teve fila de horas e que tudo acabou em 15 minutos! Ok, mesmo já sendo uma new yorker (hahahha. Falo isso o dia inteiro) ainda sou brasileira e não desisti. Lá fui eu!

Da coleção da Missoni tinha 1 arara com umas 6 peças de roupas e uma mesa onde tinham 4 caixas de sapatos e alguns copos! Acreditem se quiserem, dos 4 pares de sapato, um era do meu tamanho! Sapato comprado!!!!! Ainda consegui achar um mini casaquinho liiiindo que comprei pra minha sobrinha que tem 1 mês! Ela vai ser chique igual a tia!!!

Depois de lá, passamos o dia andando bastante pelas ruas, sem entrar em nenhum lugar específico, e acabamos jantando em um bistrô francês, com comida meio cara e nada demais!

Fora isso, hoje foi um dia de reflexão com as meninas. Por ter vindo por um período mais curto e por ter vindo em uma idade que a maioria das pessoas já não vem mais (a grande maioria, quase 90% tem de 18 a 25 anos, 8% tem mais de 40, e apenas 2% devem estar no meio disso) , minhas experiências aqui, incluindo amizades foram diferentes. Conheci pessoas com as quais me identifiquei de cara, mas não entrei em nenhum grupo específico. Mesmo sendo tímida, acabei permeando em alguns grupos, até nos dos mais velhos, e adorei ter feito isso. A idéia era conhecer pessoas, tentar em pouco tempo perceber as características de cada um, a história de vida, os sonhos, as qualidades, os defeitos, e tentar ver o que levar de cada um tambem.

Hoje por exemplo, foi a primeira vez que saí com a Erika e a Mari, pois as duas são de grupos diferentes, mas as duas tem muito a ver comigo. São calmas, meiguinhas, amigas, e por mais que sejam mais novas, tem a cabeça bem mais madura que os 24 anos delas.

Tivemos uma longa conversa sobre o que cada uma tinha descoberto aqui sobre si mesmo. As meninas falaram que quando vieram pra ca, acharam que iam descobrir milhares de coisas e não tiveram tempo para analisar ainda. Acho que tem muita coisa que já pude perceber, mas a maioria, vou descobrir aos poucos, quando voltar. Contei pra elas sobre o blog e que ele tem me ajudado bastante a ter uma reflexão da minha vida aqui, enquanto conto pra vocês. Está sendo ótimo escrever.

PS1: Minha melhor amiga da sala é a colombiana Tatiana, de 54 anos! Nunca nos encontramos fora dali, mas nos demos muito bem! Ela descobriu que é minha última semana de aula e está muito triste! Fofa!

PS2: Lembra lá atrás quando disse que me perdia toda hora. Não mais! Estou completamente adaptada e sei exatamente a direção que tenho que ir, qual linha de metrô pegar e etc. Todos os dias, sem exceção, dou informações na rua. Já dei até em espanhol 2 vezes. Não me canso de repetir pra vocês que já sou uma new yorker. Hahahaha.







segunda-feira, 26 de setembro de 2011

20th, 21rst, 22nd e 23rd Days - Visita

Neste final de semana tive a visita da Carla aqui em casa!!! Virei gente grande, mal moro sozinha e já recebo visita!!!

A Carla chegou na sexta-feira de manhã e foi embora na segunda-feira a tarde, por isso tentamos fazer o máximo de coisas que conseguimos.

Na sexta-feira choveu muito (e a previsão era de chuva durante toda a estadia dela). Assim que saímos, no segundo quarteirão andando na chuva, a Carla foi convencida de que precisava de uma rainboot igual a minha, então, depois de rainboot comprada na loja mais próxima, pudemos começar a desvendar NY.

Depois de dar de cara com a B&H fechada, passeamos um pouco pela 34th St, e depois fomos subindo até chegar na Times Square, incluindo Forever 21, Mac, K-mart, Duane, Shake Shack, Aldo, Toys `r us, até finalizarmos com um jantarzinho incluindo uma garrafa de vinho no Olive Garden.

Sábado incrivelmente o dia ficou apenas nublado, então aproveitei para levá-la no máximo de espaços abertos possiveis. Foi dia de passar em frente ao Gugg e Met, caminhar pelo Central Park, com direito a almoço no Le Pain Quotidien, Columbus Circle, High Line Park, Chealsea Market, Union Square, e (ufa!) jantar tailândês no Republic (porque o Max Brenner estava com fila de 1 hora). Depois passadinha no Max Brenner pra comprar o fondue na lojinha e tentar fazer em casa.

Domingo mais uma vez o sol apareceu (obaaa!!!) e aí foi dia de voltar na B&H pra comprar a câmera dela e aproveitar o dia e a câmera nova andando pelo Soho!!! Como é bom voltar no Soho, pena que por ser domingo estava lotado!!! Andamos até a Washington Square e ficamos por ali observando as pessoas: as duas figuras esquisitas com o bambolê, os cantores, os casais, os estudantes... todo o tipo de gente. Depois, era hora de casa, banho, roupa nova e voltar para um prosecco no BP Café no Bryant Park, todo iluminado e vista incrível do Empire State! Na volta pra casa fizemos o fondue do Max Brenner! Hahahahahah

Hoje acordamos e ficamos por aqui por perto: Victoria Secret, H&M e Sephora. Compramos o almoço no Papaya King e corremos pra casa pra Carla poder fazer a mala e se arrumar!

Acho que consegui mostrar pra ela um pouco da minha NY! Andamos bastante de metro, passeamos bastante e, pra 3 dias e meio, fizemos muita coisa! Espero que ela tenha gostado!

A noite fui encontrar com as meninas no Soho de novo! E acabei o dia jantando em Little Italy!

To começando a me dar conta de que está acabando e agora já sinto que faço parte desse lugar! Andando pela MINHA rua, no MEU metrô, na MINHA casa!

Cada dia mais percebo o quanto a gente é capaz de sobreviver e se adaptar às novas situações. Do novo deixar de ser algo que dá medo, pra ser confortável e extremamente gratificante! Claro que Nova York é uma cidade muito fácil de se morar e se adaptar, e hoje sinto que ela é a MINHA Nova York, de mais ninguém!!! Faz parte da minha vida e sempre vai fazer.

Mas ao mesmo tempo que a gente sente o quanto é capaz de estar longe, a gente percebe que a nossa felicidade depende muito mais das pessoas que estão perto da gente do que onde estamos. Memso tendo conhecidos pessoas realmente especiais, felicidade de verdade é estar ao lado da família, do namorado, dos amigos.

Provavelmente NY vai estar sempre aqui pra mim, e ainda virei visitá-la diversas vezes, porque ela já se tornou minha, não tem mais jeito, mas meu lugar é onde vocês estão.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

19th Day

Sexta-feira passada foi o último dia de dois coreanos na minha sala, e nesta terça entraram mais 3 mulheres, uma coreana, uma alemã e uma russa! Assim que for conhecendo-as melhor, conta um pouquinho sobre elas. Hoje foi o último dia dos meninos, o japonês e o italiano. Os dois só falavam besteira na sala e deixavam a aula bem mais divertida. Vão fazer falta.

Hoje depois da aula fui almoçar num dos restaurantes que tem no subsolo do Rockefeller Center (bem fraquinho por sinal, mas barato) e depois comi um cookie numa lojinha do lado ( o preferido da espanhola). Acho que cada pessoa desse cidade tem seu cookie preferido aqui e nunca é o mesmo. Gostei, mas não se compara ao MEU cookie preferido! Hahahah. Nessa loja tinha um cookie cake, que era um cookie gigante, do tamanho de um bolo, só que fininho, para ser cortado em fatias como uma pizza! Boa idéia pra aniversário de criança!

Depois de lá resolvi dar uma voltinha pelas redondezas... Ia no Moma, mas lembrei que nas sextas é de graça, então melhor deixar pra amanhã.

Estava tendo um concurso internacional de culinária chinesa no meio da Times Square! Fui embora quando a panela de um concorrente começou a pegar fogo! Hahahaha. Coitado!

Ainda não falei sobre a moda daqui, exceto pelas rainboots. Como aqui ta outono, as cores são todas em tom de vinho e marrom, as estampas são de listras e zig zags (tipo Missoni) e TODOS os sapatos são de oncinha, de sapatilhas, a sapatos de salto alto, até botas!!!!!!!!!! Tudo, em todas as lojas!!!

Hoje a noite ia no Soho com as meninas, mas resolvi limpar a casa, deixar a contabilidade em dia e descansar, porque a Carla ta vindo me visitar amanhã!!! E como só teremos 4 dias, a programação vai ser intensa!!! Hahahahha

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

16th, 17th e 18th Day - Like a New Yorker

Ok, tá cada vez mais dificil deixar o blog atualizado... To entrando no ritmo da vida corrida daqui. I`m a New Yorker already!!!! Hahahahha

Segunda passei a tarde com a Mari e a Ana, a espanhola que ama o Brasil! Ela sabe falar várias expressões em português e até canta funk! Fomos pra casa da Mari pra eu poder montar a cômoda dela, pq ela não conseguiu sozinha. Adorei fazer um pouco de trabalho manual por aqui. Fomos passear no rio, no lado west, passeamos por Greenwich village, Chealsea e a noite chegamos na Union Square. Achamos uma loja de sabonetes chamada Lush, com produtos 100% naturais e uma vendedora superatenciosa, que explicou detalhe por detalhe cada item, fez massagem nas nossas mãos, passou creme, uma delícia. A vendedora era novinha. Ela contou que todo dinheiro que ganha neste trabalho vai para a poupança porque ela quer estudar fora, quer ir para o Japão!

Pra terminar o dia, entramos num restaurante qualquer chamado Republic e descobrimos que era de comida tailandesa!! Comi um Pad thai maravilhoso por 14 dólares e ainda dá desconto para estudante!!!! Um achado por aqui! Recomendo bastante!

O frio e o tempo seco daqui fez minha boca inchar bastante, então na terça foi impossivel ir a aula! Além disso, tive que passar a tarde no apartamento esperando o cara da tv a cabo, que marcou de vir consertar a tv. Aqui não é como no Brasil que eles marcam em horário comercial e a pessoa é obrigada a passar o dia inteiro em casa esperando, e mesmo assim, muitas vezes eles não aparecem. Aqui o dia normalmente é dividido em 4 turnos: 6 as 10am / 10 as 2pm / 2 as 6pm / 6 as 10pm. Muito mais lógico porque a pessoa não perde o dia inteiro com eles. No meu caso, eles marcaram de 2 as 6pm, e quando deu 4pm o cara apareceu, resolveu em 20 minutos e foi embora.

Como não fiz muita coisa, a noite fui jantar com a Erika, a Patricia e o Carlos Henrique (amigo delas que conheci na hora, um curador de Fortaleza, que já foi até diretor de museu. Uma figuraça) em Williamsburg, um bairro do Brooklyn. Restaurante legal, comida boa e papo melhor ainda.

Hoje passei o dia com as meninas (Mari e Ana) por Midtown, fomos no central park, em algumas lojas, tomamos gelatto italiano... Só passeando mesmo.

Acho que vocês estão acompanhando que todos os presidentes estão por aqui, para a conferência da ONU, incluindo Obama e Dilma. As ruas estão muito policiadas, ainda mais por perto da Escola, que fica muito próximo a ONU. Hoje na nossa caminhada, uma rua inteira de Nova York (47th) foi fechada e quem tava de um lado da calçada não podia passar para o outro! Gente, imagina se fechassem a visconde de pirajá do nada e quem estivesse na calçada do lado da praia não pudesse passar pra calçada da Lagoa! Isso durante uma hora mais ou menos! Quando fui perguntar para o policial, ouvi uma mulher desesperada porque ela saiu do escritório e foi comprar um café do outro lado da rua e não podia mais voltar!!!! Hahahahhaha. Detalhe: NINGUÉM furou o bloqueio. Coisas de USA!

Por fim, terminei o dia com as meninas (e a Bia, que veio nos encontrar) jantando no Outback! Hahahahahah. Quando mais a gente se afasta, mais a gente busca o que nos remete a nossa casa.

Agora que consegui atualizar, prometo tentar voltar a escrever diariamente.

Saudades de todos!

*Que fique bem claro que mesmo entre brasileiros, só falamos em inglês! Hahahaha

terça-feira, 20 de setembro de 2011

15th Day - New Friends

Hoje resolvi estrear a cozinha do apartamento e fiz um spaghetti com massa fresca e molho alfredo comprados no supermercado organico aqui do lado. Por incrivel que pareça ficou ótimo.

Estes dias descobri outras duas paulistas aqui na escola, que ainda não conhecia, e resolvemos almoçar hoje. A Érika é uma doçura de menina, uma pintura. Tem 24 anos, é designer, já trabalhou na La Lampe e na Athié. Fez pós em Design estratégico e tem certeza que é isso que quer fazer da vida. Tem milhões de idéias, alguma ótimas. Além de uma fofa, ótima pessoa pra se conversar, ainda ama o Rio e diz que atrai cariocas. A Patrícia é jornalista, tem 25 anos, terminou um longo relacionamento e veio pra cá de férias. Tem um perfil diferente das pessoas daqui. É bem mais reservada, e mesmo sendo mais nova que eu, parece ter a cabeça bem mais madura. Gosta de conhecer as pessoas, e presta realmente atenção ao que falamos.

A Érika estava doente, então passei a tarde com a Patricia, conversando e caminhando. Fomos até Columbus Circle, depois tentamos ir no Museu de História Natural, mas acabamos na Levain Bakery, que pra quem não sabe, é o melhor cookie do mundo!!!

Como já queria ir ao cinema por aqui, levei a Patricia comigo e fomos ver I don`t know how she does it, com a Sarah Jessica Park. Filme de mulherzinha, sobre a capacidade das mulheres de serem boas profissionais e boas mães, e a capacidade dos homens de não compreender isso. Hahahaha. Valeu pelo filme, pra treinar o inglês, pela ótima companhia, e por ter ido no cinema na Times Square uma vez na vida!

Queria dividir outra coisa com vocês. No meu segundo dia de aula aprendi uma palavra nova e soube que ela teria grandes chances de ser a minha palavra preferida daqui, a minha "attraversiamo"*. Aos poucos, depois que fui conhecendo mais pessoas e conhecendo mais as pessoas, percebi que tem mais chance ainda.

Overhaul significa analisar e mudar o que precisa ser mudado, uma guinada na vida, mas sempre, sempre pra melhor.

A grande maioria das pessoas que conheci aqui tem algum grande motivo pra ter vindo, alguma busca, alguma necessidade de realização que Nova York parece ser capaz de ajudar a encontrar. Tem os que terminaram relacionamentos de anos e vieram em busca da loucura daqui, de viverem tudo o que o relacionamento os impedia. Tem a que ficou viuva depois de anos e depois da vida dedicada ao marido, veio buscar outra razão para viver. Tem os que, como eu, largaram o trabalho e vieram em busca de enxergar as milhares de possibilidades que a vida pode nos dar. Mas a maioria absoluta dos jovens descobriram aqui a sensação de liberdade e de poder fazer o que quiserem, com necessidade de aproveitar cada minuto como se fosse o último, e com a falsa certeza de que estão aqui para se encontrar, mas, olhando de fora, são os mais perdidos de todos.

Cada um do seu jeito veio em busca do seu overhaul. Espero que o meu esteja por perto. ;)

sábado, 17 de setembro de 2011

14th Day - High Line Park

Sexta-feira, descobri que começou a Urban Design Week, aqui em NY, de quinta-feira passada até terça que vem. Vão ter diversos eventos espalhados pela cidade, sobre urbanismo voltado para sustentabilidade. Novas maneiras de se pensar as cidades. O cartaz principal do evento é muito legal. É uma imagem área de Manhattan com prédios apenas na área do Central Park e todo o resto de árvores! Muito forte!

Muitos eventos ficam fora de Manhattan, mas hoje tentei ir em um que era no High Line Park, que já queria muito ir, então aproveitei.

Este parque é bem novo e ainda vai ser ampliado, mas é um lugar muito legal de ir aqui. Ele foi feito nos antigos trilhos do trem, e fica elevado do nivel da rua. Ele foi todo repensado, com vários jardins, bancos, espreguiçadeiras, e até uma arquibancada que dá pra rua. Ele é paralelo ao rio, então pode-se ver a vista de New Jersey de lá.

Andei o parque todinho e não consegui achar o evento. Ninguém sabia me dizer. Amanhã vou tentar ir a outro lugar da programação.

Quando estava saindo de lá, dei de cara com o Luciano Huck, Angélica, Joaquim e Benício!!! Os meninos são uma graça! E ele todo paizão. Falem o que quiser dele, sou fã meeesmo.

Fora isso, hoje foi dia de arrumar a casa, fazer compras no supermercado e falar por horas com o namorado e a mãe!!!! Quando a gente está longe, isso passa a ser tão bom!!



13th Day - Queens!

Hoje não era dia de aula, mas tinha um passeio opcional no Museum of Moving Image, no Queens! Achei que tivesse marcado pra 10:30, e quando cheguei 10:15, todos já tinham ido, então fui sozinha, tentando descobrir onde era!

O Queens fica fora de Manhattan também e é uma região mais pobre, mas cheia de museus. Esse museu é novo, acho que tem um ano é é sobre filmes e video games. Tem várias áreas interativas. É bem legal. Mas o que mais me encantou foi o prédio! É lindo! Moderno, todo branco, com bancos em corian, escadarias assimetricas.

Voltei pra Manhattan e, apesar do dia estar lindo, estava muito frio. Resolvi voltar pra casa andando por dentro do Central Park e observar as pessoas no parque. Tinha muita gente! O parque fica lotado, com pessoas correndo, crianças brincando, jogando baseball, e claro deitadas na grama. Não resisti, subi numa pedra e fiquei ali, deitada no sol por mais ou menos uma hora, vendo a vida passar. Uma delícia.

Quando continuei a caminhada, vi uma cena estranha. Num pedaço do Central Park, passei por duas mulheres com carrinhos de bebes, paradas, olhando pra baixo. Quando olhei, dentro do carrinho tinham cameras! Então comecei a olhar ao redor, e todas as pessoas, em pé, sentadas, todas tinham cameras escondidas em algum lugar, e consegui achar o diretor! Me senti no Show de Trumann! Hahahahahha. Acho que deviam estar filmando um documentário, não sei.

A noite fui num aniversário de uma brasileira no Bryant Park! As árvores estavam todas iluminadas com luzinhas e montaram bares com varandas enormes no parque. Muito legal! Happy Hour cheio!







12th day - Descobrindo os lugares

Todo mundo sabe que aqui tem uma Starbucks a cada esquina e antes de eu vir tratei de ver qual era a mais próxima da minha casa e a mais próxima do curso. Cheguei a ir uma vez, mas logo no início comecei a reparar na Pret a Manger, uma outra cafeteria daqui que tem milhares de lojas espalhadas. Depois que fui nessa, Starbucks já era! A Pret a Manger tem o mesmo sistema de opções de café da Starbucks, só que além disso tem um expositor cheio de sanduíches naturais, saladinhas, wraps e etc, e é tudo orgânico e fresquinho! Eles tem uma regra que o produtos devem ser vendidos no mesmo dia, se não forem são doados a pessoas carentes. Fora que o lugar é muito bem decorado, com quadros com fotografias lindas de comidas, cada um com um mandamento do que acreditam ser uma comida de boa qualidade.

Aqui em Nova York o que mais se vê é cafeteria e minimercado, fora da Times Square, por lá é o que falta! Tanto nas cafeterias quanto nos mercados, existem opções de saladas, pizzas, japonês e comida pronta, para ser montadas na hora e consumida nas mesinhas do lugar, ou levadas pra viagem. Essas são as melhores opções de comida mais saudável, rápida e barata daqui, talvez por isso, todos os lugares ofereçam e todos eles fiquem tão cheios.

Fui almoçar japonês com os italianos num lugar desse, depois da aula! Os italianos se recusam a comer comida italiana daqui! Dizem que não presta, então preferem comer outras coisas, até japonês.

Como ainda não tinha ido na Union Square, decidi dar uma andada hoje por la! Só que começou a chover muito!!! Tenho que fazer um parenteses aqui: a meteorologia daqui é ótima! Eles acertam todas. Eles dizem até a hora exata que vai chover e chove! Hoje foi assim, pena eu ainda não acreditar nela. Voltando pra história, saí do metrô da Union Square debaixo de chuva e como aqui não existe marquise, a melhor forma de se proteger é entrar numa loja. Olhei um cinema e pensei: Posso esperar a chuva passar vendo um filme e fui lá, mas não tinha nada que prestasse então, quando saí, dei de cara com a loja do Max Brenner. Não lembrava bem do que era, mas sabia que era famosa. O bom de ter uma irmã doceira é que as coisas ficam na cabeça e não saem. Entrei pra me refugiar da chuva no melhor lugar de NY! O lugar é lindo, parece uma fábrica de chocolate, mas nada infantil. Como já tinha almoçado, pedi um chocolate quente e fiquei ali, aproveitando o quentinho, lendo o livro que tinha acabado de comprar na Grand Central Station, e tomando meu chocolate quente! Demais!

A noite, fui com a Mariana no The Standard. É um bar que fica num hotel famoso daqui, onde o High Line Park passa por dentro! Muito legal! Ótimo lugar pra se ir aqui. Pedi uma long neck e paguei 7 dólares! Até que fui no outro balcão e descobri que nesse tinha um ticket por 8 dólares que você pode escolher entre uma caneca de chopp ou um copão de cerveja de trigo! Opaaa! Agora sim!




11th Day - Brooklyn

Depois da aula decidi ir na Ikea, megaloja de móveis que fica no Brooklyn, fora de Manhattan. A Loja é enoooorme. Estilo Tok Stok, mas bem maior. E os preços são inacreditáveis. Mesmo que não durem muito, e nem sei se duram, vale muito a pena! Móveis que na Tok Stok saem por mil reais, lá custa 150 dólares.

O mais engraçado é que o esquema é um pouco diferente. Quando você entra, você receber um papel com uma tabela, para você anotar as informações de cada produto que quer levar: quantidade, nome, código, preço, secção e prateleira. Todas essas informações estão na etiqueta de cada produto. Então a gente vai anotando, anotando e no final de tudo, o caminho da loja vai te conduzindo até o estoque!!!! E todas as informações que você anotou é pra te ajudar a pegar as caixas, no estoque deles! Eu achei muito engraçado! A Mariana, que fi comigo e aproveitou pra comprar todo o quarto dela, achou um absurdo!!!! Hahahahahah.

Depois voce mesmo leva tudo pro caixa (o cara da minha frente tava carregando um colchao de casal!!!!!) e depois que paga, pode levar pra casa ou entrar em outra fila pra deixar no delivery. Que é só delivery, se quiser que montem tem que pagar um valor que chega a ser a metade do produto!

Acabei chegando tarde em casa e não fui na exposição da pintora que eu amei! Rs

terça-feira, 13 de setembro de 2011

10th Day in NY - Surprise!

Uma das coisas que mais tenho feito em Nova York é me perder. Algumas vezes de propósito e muitas vezes sem querer. Tenho tentado todo dia sair do metrô por uma saída diferente, , pegar uma rua que ainda não andei, para ver o que surge na minha frente e tenho tido inúmeras surpresas.

Hoje fiz isso mais uma vez indo pro curso, o que não fui muito legal, pois me perdi mesmo e quase perco a hora da aula também.

Depois de almoçar resolvi finalmente de aventurar pelo Soho e lá fui eu. Depois de 10 dias me perdendo, foi no Soho que eu finalmente me achei! Sabe quando a gente tem a sensação de que aquele lugar foi feito pra gente e só estava esperando o dia em que encontraríamos com ele? Hoje foi o dia.

No ano passado já tinha passado por aqui, mas de certa forma esta vez foi muito diferente. Talvez porque agora eu esteja realmente em busca de algo, do que me faz bem. Tenho certeza que (até agora), o Soho é o meu lugar em Nova York. Por mais que Upper East Side, Midtown, a 5th Ave, a Times Square tenha inúmeras coisas muito legais, no Soho a vida é mais lenta, as pessoas prestam atenção nas lojas, param para olhar as galerias... Os prédios são mais antigos e mais baixos, com as grandes janelas (os lofts novaiorquinos) e as escadarias externas metálicas. Parece que tudo é feito pensando em arte. As lojas tem um ar diferente, uma maneira diferente de expor. São intercaladas por galerias e cafés, as calçadas são estreitas, mas as pessoas simplesmente não se esbarram, elas não tem pressa, e dividem democraticamente o espaço com os artistas de rua, que expõem ali mesmo.

Uma das ótimas surpresas que encontrei foi uma loja de design de móveis toda branca, tudo lá dentro era branco, mas cada item era mais bonito que o outro e com preços caríssimos. Tinha até uma mesa de totó de vidro, aço e pés brancos!!!! O vendedor estava ao telefone e percorri sozinha a loja inteira, sem ninguém me incomodar. Apesar de tudo na loja ser branco, foram dispostos alguns quadros abstratos supercoloridos e de uma delicadeza incrível... Perfeitos! Fui, então, conversar com o vendedor e ele me disse que amanhã haverá um coquetel com a pintora dos quadros (7 mil dólares cada um) e me convidou. Se eu conseguir ir, conto pra vocês.

Logo ao lado do Soho fica Little Italy, um bairro também bem menor, mas um pouco mais movimentado. A noite, todos os restaurantes, montam estruturas de varanda e colocam suas mesas nas ruas, que são fechadas para os carros e iluminadas por arcos com pequenas lampadas. Comi uma bela pasta, tomei uma taça de vinho e me despedi deste lado da cidade que se tornou o meu preferido, portanto ainda vou voltar diversas vezes, espero.

PS1: Apesar de ter feito alguns amigos, meus melhores dias tem sido os que passo sozinha, conhecendo os lugares e aproveitando para me conhecer também.

PS2: Hora de fazer o homework para amanhã!

9th Day in NY - Day Off

Depois de passar 8 dias batendo perna o dia todo, dormir tarde ontem e acordar as 7 para ir para o curso, hoje me dei um dia de descanso e exercitei a arte de não fazer nada, possivel de ser feito até em NY. Afinal, só eu decido o que fazer com o meu dia. Rs.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

8th Day in NY - 09/11

Todos estão esperando ler como foi o meu 09/11 aqui em Manhattan, e tenho que dizer que vou desapontá-los. Mas isso é ótimo! Em minha busca interior aqui na cidade, aprender a desapontar as pessoas e ficar bem com isso, é certamente uma das lições mais importantes.

Hoje havia sido agendada uma atividade da escola para conhecer uma ilha aqui perto, Staten Island, onde existe a primeira casa americana e outras tantas do século XVII, e ainda, uma casa projetada pelo Frank Loyd Whright (pra quem não sabe, é o arquiteto que fez a Casa da Cascata, a mais famosa dele, e o Guggenheim Museum, aqui de NY).

Pensei em deixar de ir na visita e ir até o Ground Zero ver as homenagens, mas depois refleti sobre o porque de fazer esta troca. Aquele momento, mesmo que histórico, é muito mais das famílias que perderam pessoas queridas do que meu. Não vi sentido em ser turista ali. Era como se invadisse a intimidade deles. Ter ido um dia antes, e certamente dias depois (que ainda irei) e estar aqui nesta data, talvez já seja o mais "próximo" que eu prefira chegar.

Então, lá fui eu para o encontro marcado na Grand Central Station, com minha mochilinha, meu lanche e minha câmera. A Grand Central Station é um prédio muito bonito e muito antigo aqui de NY. É de lá que partem a maior parte dos trens que vem de fora da ilha, portanto, hoje era bem tenso estar ali! A estação estava muito policiada (polícia civil, exercito, policia especializada...) e o clima não era dos melhores, mas deu tudo certo.

Pra chegar em Staten Island é preciso pegar o metrô, o Ferry (barca), e para as casas, mais uns 20 minutos de ônibus. O grupo era formado por alunos de várias turmas, sendo: eu, Martina (arquiteta de Milão de 20 anos), Beatriz (paulista de 19 anos), Juan Carlos (arquiteto de Madri), Mauricio (pintor paulista, de Santos, de 33 anos), outro italiano doidinho (historiador) que não lembro o nome, uma japonesa e dois coreanos.

A visita nas casas foi incrível. A maneira como elas são dispostas na ilha, com a grande construção central, onde era o "governo" da época, uma mercearia ao lado, um bar com dança na frente e as demais casas (ricas e pobres), cada uma com suas caracteristicas, dependendo do que o fazendeiro plantava. Demais! Não dá pra contar tudo, mas uma curiosidade eu preciso contar. A Casa que funcionava como a taberna, tinha uma salão com várias mesas de madeira, réplicas das originais, uma lareira central pros dias de frio, e no canto da sala um pequeno balcão, onde eram servidas as bebidas. Em cima do balcão existia uma janela tipo guilhotina, de cada lado, formando um L, formada por ripas verticais de madeira, ou barras, em inglês bars. Quando todos já estavam bêbados, começavam as brigas, e atiravam as canecas e garrafas para cima da pessoa que estava no balcão, então ele fechava rapidamente e ficava atrás protegido. Por isso os estabelecimento que vendem bebidas passaram a se chamar BARS. Hahahhahahahahahaha. Ah, sério! Eu adorei! Cultura inútil da melhor categoria! Hahahahhaha.

Depois passeamos nas demais casas da ilha, atuais mansões daqui, todas de madeira e visual bem duvidoso, bem no estilo americano de ser. Até que eis que surge uma casa diferente de todas elas, e claro, só podia ser a projetada pelo Frank (hahahahha). Um pavimento, grandes planos, integrada com a natureza, pedra, alumínio, vidro. Então a visita estava perfeita!

Mesmo fora de Manhattan o 09/11 não deixou de ser um dia anormal. Além dos milhares de helicópteros sobrevoando a cidade toda (principalmente em Manhattan), o tempo inteiro, Staten Island estava vazia. A não ser por uma típica festa infantil de jardim, com direito a pônei e tudo, vimos pouquissimas pessoas pelas ruas, e disseram não ser nada normal, principalmente para um domingo. Talvez as pessoas estivessem dentro de casa, rezando. Talvez estivessem em Manhattan.

Cheguei tarde de volta, a tempo apenas para um banho, roupa nova e voltar para Midtown para encontrar com meus mais novos amigos (feitos no passeio), num pub irlandês, onde uma banda tocava lindas músicas ao som de flauta. Lindo. Futebol americano passando na TV, Budweiser e Stella por 7 dolares + taxas + gorjeta, e um papo gostoso, em inglês, até com os brasileiros. Ufa, cansei!

PS: Antes de ir para o passeio, não resisti e entrei na loja que inaugurou esta semana da Baked By Melissa, no Grand Central Station. Vou voltar rolando!!!!



sábado, 10 de setembro de 2011

7th Day in NY - The day before 09/11

Tinha planejado ir passear no Soho hoje, porque ainda não fui lá e é uma graça. Mas quando virei a esquina aqui de casa, me deparei com a 3rd Ave. fechada e com uma feira livre enooorme, que ia da 86th até a 59th. Ok, desisti de pegar o metrô e fui caminhar pela feira, e depois descobri que ainda bem que fiz isso, pois ela só acontece uma vez por ano!

Como a feira é aqui em Upper East Side, não tinha nenhum turista, mas sim os próprios novaiorquinos aproveitando o sábado que começou chovendo e depois virou um belo dia de sol!

A feira tinha de tudo: milhões de barracas de comidas (mexicana, chinesa, crepes, milho, hot-dog...), barracas de todos os tipos de objetos para vender (de capas de celular, até todos os acessórios, bijuterias, sapatos...), barracas de donativos para igrejas, hospitais, faculdades... e alguns showzinhos (disney chanel, grupo do Caribe, humoristas...). Era como fechassem toda a visconde de pirajá e a feira hippie ficasse de uma ponta a outra, com barraquinhas nas laterais e as pessoas caminhando no meio.

Andei a feira todinha observando as pessoas... Me diverti sozinha. Adorei a surpresa e mudança de planos!

Como perdi muito tempo na feira, desisti do Soho por hoje e fui ver como estava o clima lá no Ground Zero, no dia anterior aos 10 anos!Tinha muita gente, mas achei que estaria ainda mais cheio. Como o lugar é muito grande e ainda está todo com tapume, as pessoas estavam ao redor e meio divididas, existe uma parte lotada de turistas, outra parte onde estão os jornalistas e fotógrafos e outro onde estão as homenagens, os parentes das vítimas e os protestos também. A área também está super policiada, até com exército!

Os jornalistas também estão nos terraços dos prédios ao lado, para terem visão do terreno lá embaixo, já que da rua só dá pra ver mesmo os prédios semi-prontos.

As lojas ao redor também colocaram suas homenagens com bandeiras e frases nas vitrines. A igreja em frente está com a grade repleta de fitinhas, como ficou logo após o ataque.

Não dá pra não dizer que não me arrepiei em vários momentos, principalmente junto as famílias, que tiravam fotos dos nomes, escreviam nos cartazes, e até gritavam pedindo explicações. Um rapaz gritava que continuaria indo todo o sábado para aquele local, como fez em todos os sábados desde a tragédia, até que respostas fossem dadas. Difícil de ver.

Vi um pouquinho do Memorial que ainda tem ao lado (a partir de segunda será aberto ao público o oficial, lá dentro), onde está a maquete do novo projeto, uns videos com depoimentos, algumas roupas e muitas fotos.

Por enquanto está tudo tranquilo por aqui.

Vou tentar ir amanhã lá perto de novo, mas não sei se vou conseguir. Como estou aqui mais pro norte de Manhattan, e talvez não seja a melhor opção andar de metrô amanhã (eu achava que era tranquilo, mas as pessoas daqui estão dizendo que não), não sei se consigo chegar lá. Se conseguir eu conto.


















sexta-feira, 9 de setembro de 2011

6Th Day in NY

Hoje não tive aula e aproveitei pra arrumar minha casinha e bater perna de novo!

Já fiz algumas descobertas em NY.

A primeira é que o novaiorquino não respeita um sinal de trânsito! Se ele tá de carro, e tá vermelho, ele passa. Se ele tá a pé e tá vermelho pra ele, ele também passa!

Que o novaiorquino não pára, que ele sempre está com pressa, isso todo o mundo já sabe. Mas a sensação é que a cidade é tão ou mais cheia que a Pequim, onde tem muito mais gente, as pessoas faziam exatamente a mesma coisa, mas talvez até em menor proporção.

Outra coisa coisa curiosa, e idêntica à Pequim, é que se o sinal fecha para os carros, os que vão virar na próxima esquina, podem virar com ele fechado, enquanto as pessoas atravessam! Claro que tomando cuidado, mas mesmo assim é muito estranho. Quase fui atropelada por isso e ouvi dizer que a Reese Witherspoon foi atropelada ontem dessa forma.

A sensação que todos falavam que aqui em NY você pode andar com uma melancia na cabeça que ninguém repara é verdade, mas ao mesmo tempo, essa pressa e falta de tempo do novaiorquino trás pra ele falta de educação e de respeito com o próximo impressionantes. Ele esbarra, ele fura fila, entra na frente, e tudo porque não tem tempo.

Nos meus poucos dias aqui, recebi expressões de surpresa, quando segurei o elevador para alguém que tava vindo, quando abri a porta para um carrinho de neném, quando dei meu lugar no metrô... Como se eles não acreditassem que alguém realmente perdeu um minuto para ajudar o próximo.

Hoje uma moça passava na rua e caiu a identidade dela. Outra mulher viu, chamou-a, mas ela com phones de ouvido e com pressa, continuou andando rápido. A mulher pegou a carteira e quando ia deixar no banco, viu que eu estava olhando. Eu sai correndo e conseguir alcançar a mulher na esquina, avisei e ela voltou comigo. Não é que a mulher que achou a carteira reclamou comigo, dizendo que ela realmente não ia correr até lá e ainda teve que esperar?

O pior é que a maioria deles é supereducado no que diz respeito a dar bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado, por favor. É realmente a falta de tempo que faz serem assim, espero.

Outra coisa bem estranha que aprendi hoje é que todos os taxis não te levam de 4 as 5 da tarde. Ainda não tinha tentado andar de taxi aqui, porque a pé e de metrô se faz tudo, mas hoje fui com a Mariana levar as coisas dela pro novo apartamento em Greenwich Village, no outro lado da cidade, e estávamos com 3 malas grandes. Tentamos por meia hora pegar um taxi e nenhum parava, até que um bom cidadão, vendo as duas loucas, resolveu parar (esse não é do tipo dos comentados cima. hahahah), e nos explicar que os taxistas trocam de turno as 5pm, portanto a partir de 4pm NENHUM pega mais passageiro pois provavelmente estão indo deixar o carro para outro! Hahahaah. É sério!!!

Também aprendi que aqui o trânsito pára na sexta! Acho que é valido pra qualquer cidade do mundo!

E por último, também aprendi que aqui a previsão do tempo também não funciona! Hoje fez um belo dia de sol!



5th Day in NY - Fashion`s Night Out

Hoje depois da aula fui dar meu primeiro real passeio por NY, sozinha e dessa vez bem feliz!

A chuva deu uma trégua e eu fui pro lugar que me faria me sentir em NY, Times Square, é claro! Saí toda encasacada, com o guarda-chuva a tira-colo e ao longo do dia, fui tirando o casaco, tirando a legging por baixo do vestido... Andei por um bom pedaço da 5th Ave, comi o cookie da Magnólia Bakery, sentei por longos minutos na escadaria da Times Square e simplesmente adorei o meu dia.

Ontem começou oficialmente o Fashion Week para os Vips, e hoje, dia 8, é dia do Fashion`s Night Out, quando todas as lojas mais badaladas colocam um dj pra tocar, abrem suas portas e todos os vendedores ficam lá dentro dançando! Algumas lojas, como a Macy`s fazem uma programação com presenças vips marcadas durante a noite, outras como a Fossil e Victoria Secrets, dão brindes (caixinha e camisa). A verdade é que achei que fosse ser muuuito mais interessante, mas valeu ter ficado até tarde na 5th Ave.!

Hoje foi um dos dias que adorei minha companhia e entendi porque estou aqui! Espero que seja o primeiro de muitos.

PS: Hoje encontrei a Rosa, a armênia, no meio da rua perdida. Indiquei a direção do metrô a ela. E ela me fez muitas perguntas que eu já tinha respondido pra ela. Quando ela contou que tinha ficado no nível 3 do curso, fiquei aliviada, porque ou ela não tava entendendo nada do que eu falava ou eu tava falando tudo errado! Hahahahahahah.


4th Day in NY - 1rst real class

Acordei as 7, porque se chegar 5 minutos atrasada não entra na aula. Resolvi sair de casa 1 hora antes para não me atrasar. Resultado: cheguei meia hora antes.

Minha professora se chama Alyssa, é de New Jersey e muuuuito gente boa. Na minha sala tem:
  • 2 espanholas, a Pilar (de Barcelona, arquiteta também e está indo embora esta semana) e a Biancha (de Barcelona mas mora em Madri e também vai embora esta semana),
  • 1 colombiana, a Tatiana, que também é arquiteta!!!! Hahaha. Bem mais velha, tem 3 filhos, e vai ficar aqui por 3 meses.
  • 1 suíça, a Beatrix, que também mais velha. Vai ficar só 2 semanas,
  • 1 italiano, o Tomaso, que tem 18 anos, é de Napoles e muuuito engraçado.
  • 2 japoneses, o Toru, que parece ser novinho também, e falou que bebeu todos os dias desde que chegou, e uma menina que juro que ainda não entendi o nome. Ela tem 23 anos, cabelo azul, é meiguinha e trabalha com moda, é estilista. Está aqui desde abril e vai ficar mais um ano.
  • 2 coreanos, o Jin, que deve ter uns 40 anos, trabalhava numa empresa, largou tudo e veio estudar inglês pra abrir a empresa dele na Coréia (e vender para americanos), mas não fala de que é a empresa. Hahahaha. Ainda não sei nada sobre o outro coreano, nem o nome.
Depois da aula acabei indo no jogo dos Yankees!!!!! É fora de Manhattan! Já tinha começado, mas valeu bastante a viagem! Valeu para conhecer o estádio, que parece um shopping de tão limpo! Na verdade o jogo é bem parado, exceto pela hora do Home run, que as pessoas gritam, batem palma e etc.

No final do dia, comprei minhas rainboots. Hahahahah. Pronto, agora sou uma newyorker!





3rd Day in NY - 1st at school


Hoje acordei cedinho e fui para a palestra inicial do curso.

Fiz uma prova escrita, depois oral e tive um intervalo (que aproveitei pra ir no starbucks tomar um café - foto no facebook).

Voltei para a palestra, para eles explicarem sobre NY, bla bla bla, e dizerem meus horários e etc.

Vou ficar no turno da manhã (que bom!!!), de 9 as 13, no prédio da 45th.

Hoje conheci a Rosa, uma pintora da Armênia. Ela sentou ao meu lado na palestra e conversamos um pouco, porque a Rosa é timida também, e fala pouco inglês, também. Ela é a única da Armênia.

Havia umas 150 pessoas na palestra, começando o curso nessa semana. A metade era da Espanha!!!!! Parece que o governo espanhol paga o curso dos estudantes que queiram vir estudar inglês, por isso para eles as regras são outras e não podem faltar um único dia, nem se estiverem doentes. Também tem muitos da China, Coreia e etc..., alguns da Itália, França, Alemanha e não lembro mais. Do Brasil, acho que tem uns 4, mas nem consegui ver quem era.

Na minha prova oral o cara me falou que tinha uma arquiteta do Rio, mas bem mais velha que eu.

Só amanhã vou saber quem está na minha turma, mas provavelmente foi a última veza que eu vi a Rosa.

Quando saí da palestra, eu me molhei inteira, portanto resolvi voltar em casa, pra tomar outro banho, colocar roupas secas, pegar meu guarda-chuva e retomar o dia sequinha.

Voltei para Midtown para passear, com meu guarda-chuva, calça, casaco e botas e andei, andei, andei... E hoje aprendi minha primeira lição em NY, toda new yorker tem galochas (rain boots). Enquanto me molhava inteirinha, e dessa vez de verdade, e não conseguia mais achar um pedaço do meu corpo seco, dentro da bota, da calça e do casaco, observava que 8 entre 10 novaiorquinas estavam de galocha, de todos os tipos, cores e estampas. Elas simplesmente se arrumam todas para o trabalho, até meia calça e colocam as benditas galochas.

Ok, vocês devem estar pensando em que mundo eu vivo, pois essa moda já passou no Rio. A diferença é que aqui é necessidade. Impossível não ter uma!

No final, este dia foi bem chatinho, pois cheguei em casa, tomei meu terceiro banho (quente) e coloquei novamente mais roupas pra secar. Botei outra roupa, fui jantar num italiano com a Mariana e comemos bruschetas.

E o pior: a previsão é de chuva até domingo. Affff.






Second Day in NY - Labor Day

Hoje é feriado do dia do trabalho aqui, então todos os serviços estão fechados (bancos, escolas e etc.) e muitas lojas também.

Combinei de com a Mariana (paulista que conheci pelo facebook do curso quando estava programando a viagem) de nos encontrarmos hoje de manhã.

Fui dar uma volta por aqui por perto, descendo pela Madison. No caminho esbarrei com várias lojas conhecidas: Dean and Deluca, Missoni Home, E.A.T Gifts... Como meu bairro é bastante residencial, por mais que seja feriado, não tinha muit gente na rua por aqui hoje.

A Mariana ligou e fui encontrá-la na Bloomingdales. Nos encontramos e fomos caminhar, nos conhecer e depois aproveitamos para almoçar no Shake Shack, fast food famoso por aqui e muito bom. A Mariana é paulista, tem 23 anos, fez publicidade, já trabalhou na MTV, mas quando decidiu vir pra cá, trabalhava em um jornal, com vendas de propaganda e ganhava muito bem. Mas colocou na cabeça que ia morar aqui por seis meses, largou tudo e veio. Ela namora há seis anos e o namorado veio com ela nas duas primeiras semanas (ela chegou aqui dia 13 de agosto). O combinado entre eles foi dela ficar de 3 a 6 meses, prazo máximo para o relacionamento dos dois. A geração dela toda está indo morar fora com vinte e poucos e a minha (dos que não foram) estão fazendo isto aos trinta. Como ela já trabalhou na MTV e tem amigos que trabalham na daqui, vai tentar arrumar alguma coisa.

Passamos a maior parte do dia nas lojas da Sleepy`s e Bed, Bath & Beyond, porque a Mariana está saindo do apartamento dela aqui em Upper East Side e indo dividir um com uma amiga em Greenwich Village. Gostei muito de conhecê-la. Acho que vai ser uma ótima companhia aqui.

Ainda não tiramos foto, mas assim que tiver coloco uma por aqui.


domingo, 4 de setembro de 2011

First Day in NY

Depois da despedida pra entrar no check in (que não foi fácil como já imaginava, mesmo eu tendo tentado esconder isso na hora), o vôo, a imigração, as bagagens e até o transfer não foram ruins. A sensação de estar sozinha nesses momentos foi bem tranquila e normal, a não ser pelo fato de não ter ninguém pra conversar.

Conversei um pouquinho com o cara do transfer. Cheguei no apartamento e o dono estava me esperando. Ele me mostrou tudo do apê, que é pequeno, mas não tanto quanto parece nas fotos. Tem uma cozinha com geladeira, microondas, forno, cafeteira, torradeira, e etc. Tem até uma mini varanda.

Pedi para ele me ensinar a conectar a internet e aí que foi o problema, a internet não entrava de jeito nenhum, ele ligou pro suporte e ME BOTOU pra falar. Disse que eu falava bem. Hahahahhahaha. Coitado! Mas acho que passei no meu primeiro teste: falar 2 horas no telefone com o Wesley e depois com o Richard.

Durante estas 2 horas, fiquei sabendo da vida toda do Charles. Ele é um senhor de uns 70 anos, diretor de arte, já foi casado 2 vezes, mas não teve filhos. Veio pra NY há 50 anos, logo depois de formado. Quando ele tinha 50 anos, casou com uma mulher de 23, com quem ficou por 5 anos, porque ela trabalhava muito, ganhava muito bem, mas gastava mais do que ganhava. Ele tem uma fazenda, aonde fica atualmente, perto daqui. Me mostrou o galpão que reformou sozinho, as fotos dos carros antigos que tem e disse que a fazenda é a paixão dele. E que terminou com a última mulher porque ela pediu para ele vendê-la. Mas me mostrou a foto da mulher e disse que hoje ele se arrepende disso.

Quando conseguimos conectar, Charles se despediu e eu fui tomar um bom banho (com água quente! Ufa!) Botei um vestido, uma havaiana e fui dar um passeio.

E foi a partir desse momento, que entendi que o primeiro dia não seria tão fácil. A hora que imaginava que seria mais fácil, que era só estar comigo, foi mais dificil do que o resto.

Resolvi caminhar, caminhar e ver o que tinha por perto. Minha rua é uma das principais. É cheia de supermercados, farmácia, uma Vitoria Secret que tá em obra (quase pronta!), bancos, Fast foods e etc.

Fui andando, andando e cheguei no Metropolitan. O dia estava quente, então tinha muita gente sentada nas escadarias, tomando sorvete. Como não tinha almoçado, resolvi fazer um programa de new yorker no meu primeiro dia e fui numa barraquinha de hot dog, comprei e fui comer sentada nas escadas do MET. Fiquei um tempo ali observando as pessoas, incluindo um casal de noivos tirando fotos.

Saí dali e passei na loja de celular para tentar comprar um chip pro meu Blackberry e descobri que se comprar pré-pago só posso ligar, nada mais. Então será mais fácil comprar um telefone furreca por 20 dolares e colocar 50 dolares de carga, pois tenho internet ilimitada e sms ilimitado para os eua e mais 50 dolares de credito em ligações.

Depois fui para a casa da corretora para pagar a ela o restante do dinheiro do apartamento. E conheci a Dora, uma velhinha de uns 80 anos. A Dora me atendeu muito bem, pediu para eu sentar e falou que queria saber um pouco de mim. A Dora está com uma doença neuromotora que é degenerativa. Então há um ano ela vem perdendo a capacidade de andar, o lado direito do rosto está paralizando e já ta atingindo as cordas vocais. Foi uma conversa rápida, em português, mas gostei de tê-la conhecido.

Dora me indicou um dos supermercados, que acabou de abrir. Fui direto da casa dela e é realmente o máximo. Um hortifruti enoooorme, comidas prontas, semi-prontas, tudo, tudo, tudo. Um espetáculo! Comprei meu primeiro kit sobrevivencia, até entender como será meu dia-a-dia aqui: água, achocolatado light, pão, queijo brie, doritos, melancia cortadinha em cubinhos e 2 barras de chocolate = 23 dólares.

Vim pra casa e aqui fiquei. Estava muito cansada da viagem, então dormi um pouco. Acordei, tentei falar com a Mariana, pra ver se ela ia sair hoje a noite ou para marcar almoço amanhã. Ela combinou de jantarmos, mas depois desmarcou porque resolveu sair com um amigo, mas entendo! Ela nem me conhece!!!

Amanhã, fiquei de ligar pra ela quando acordasse. Parece que é dia de liquidação por ser feriado!

Agora são nove horas da noite. A TV não tá funcionando (o cara vem consertar na terça). Estou sozinha, num silencio, desde hoje a tarde, aqui no apê, quando fui decidi descansar. Como não saí com ela, resolvi ficar em casa até amanhã, porque meu bairro é residencial então não fica muita gente na rua (até agora não vi nenhum brasileiro, coisa estranha em NY), então preferi esperar até amanhã e conhece-lo mais de dia antes.

Já pensei milhares de vezes o que me fez decidir vir, o porque de tudo, que sou louca. Sei que hoje provavelmente vai ser o dia que mais vou pensar dessa forma e talvez seja o mais dificil, principalmente esta noite. Ficar sozinha, no silencio é mesmo muito dificil, principalmente pra mim que estou sempre com a tv ligada.